sábado, 9 de janeiro de 2016

Agulhamento Seco- Dry Needling -

Matérias








domingo, 4 de outubro de 2015

A importância do travesseiro para a qualidade do sono/ The importance of the pillow to sleep quality


Publicação: 2015-10-04 00:00:00 | 
Um travesseiro errado pode contribuir para uma postura errada, acarretando, problemas de coluna ou agravando um quadro de uma patologia de coluna já instalado. Pessoas que usam o travesseiro errado acabam comprometendo a qualidade do sono e, consequentemente, poderão apresentar sinais de cansaço, agitação, alteração no humor ou, até mesmo, dificuldades na circulação. Tudo isso por não conseguir chegar ao descanso ideal de que o corpo precisa. Além disso, a escolha do travesseiro errado pode provocar torções e inflamações dos tecidos e ainda resultar na necessidade de tratamentos médicos e fisioterapêuticos.
DivulgaçãoTravesseiro tem importância fundamental na qualidade do sonoTravesseiro tem importância fundamental na qualidade do sono

Os primeiros travesseiros surgiram no Egito Antigo e não eram nada confortáveis. Pelo contrário, eram elaborados com pedra. Mesmo rudimentares, eles se espalharam pelas diversas culturas. Atualmente, há uma grande diversidade de materiais e formatos. Cada pessoa se adequa a um determinado tipo de travesseiro. O modelo, altura, densidade e material do travesseiro variam de acordo com cada um. O mais importante é manter a coluna alinhada.

Qual a função do travesseiro?
O travesseiro tem a função de deixar a cabeça, o pescoço e a coluna confortáveis durante o sono. Ele deve preencher o espaço que fica entre a cabeça e os ombros, deixando a coluna alinhada em um ângulo de 90 graus.

Dicas para a hora da compra:
É imprescindível estar atento na hora de comprar o travesseiro. É preciso considerar a posição em que se dorme e também a altura do travesseiro, que deverá preencher o espaço entre a cabeça e o colchão, formando um ângulo de 90 graus no pescoço. O uso do travesseiro em altura e suporte apropriados faz com que a postura favoreça a anatomia fisiológica da coluna vertebral.

Cada pessoa possui o seu biótipo, portanto, a melhor maneira de se escolher um travesseiro é testando os modelos disponíveis no mercado. Aconselha-se deitar sobre uma cama com o travesseiro, a fim de detectar o modelo com altura mais adequada ao seu biótipo e ao seu jeito de dormir. É importante também conhecer o suporte do travesseiro, identificando-o como macio, médio ou firme.

Quanto à escolha do material, dependerá muito do gosto pessoal de cada um. Caso seja alérgico, é indicado verificar se o travesseiro realmente possui proteção contra ácaros, fungos e bactérias e se os materiais usados não causarão alergia. Se for uma pessoa que transpira muito durante a noite, é aconselhável ainda verificar o conforto térmico do produto.

Dicas úteis:

Nossa cabeça pesa, aproximadamente 10 kg. Por isso, evite travesseiros de pluma, alpiste ou ervas. Eles afundam e causam incômodos.

Escolha os que possuem proteção contra fungos e ácaros.

Não compre sem deitar.

Hora de trocar!
A recomendação é trocar o travesseiro de dois em dois anos, período em que há acúmulo de ácaros e desgaste do material, o que pode ser prejudicial.



One wrong pillow can contribute to a wrong posture, causing, back problems or aggravating a picture of a pathology column already installed. People using the wrong pillow sacrifice quality sleep and thus may present signs of fatigue, agitation, changes in mood or even difficulties in circulation. All this for failing to reach the ideal rest of the body needs. Furthermore, the choice of the wrong pillow can cause kinks and tissue inflammation and still result in the need for medical and physiotherapy treatments.
The first pillows appeared in ancient Egypt and were not at all comfortable. On the contrary, they were made with stone. Even rudimentary, they spread by diverse cultures. Currently, there are a wide variety of materials and shapes. Each person to suit a particular type of pillow. The model, height, density and pillow materials vary with each. The most important is to keep the spine aligned.What is the function of the pillow?The pillow has the function of letting the head, neck and spine comfortable during sleep. It should fill the space that lies between the head and shoulders, leaving the spine aligned at an angle of 90 degrees.Tips for when buying:It is essential to be careful when buying a pillow. One must consider the position in which you sleep and also the height of the pillow, which should fill the space between the head and the mattress, forming an angle of 90 degrees in the neck. The use of appropriate height and pillow support causes the position favors the physiological spinal anatomy.Each person has their biotype, so the best way to choose a pillow is testing the models on the market. We are advised to lie on a bed with a pillow in order to detect the model more suitable height to their biotype and the way you sleep. It is also important to know the pillow holder, identifying it as soft, medium or firm.As for the choice of material, much will depend on personal taste of each. If you are allergic, it is indicated check that the pillow really has protection against dust mites, fungi and bacteria and the materials used will not cause allergy. If a person sweats a lot at night, it is advisable also check the thermal comfort of the product.Helpful hints:Our head weighs approximately 10 kg. Therefore, avoid feather pillows, birdseed or herbs. They sink and cause disturbances.Choose those with protection against fungi and mites.Do not buy without throwing.Time to change!The recommendation is to change the pillow every two years, during which there is an accumulation of dust mites and tear of the material, which can be harmful.
FONTE: JORNAL ONLINE TRIBUNA DO NORTE EM 04/10/2015
 http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/a-importa-ncia-do-travesseiro-para-a-qualidade-do-sono/326140

domingo, 30 de agosto de 2015

O que é Ginástica Laboral/ What is Labor Gymnastics?

ASSISTA AO VÍDEO E APRENDA:

Ginástica LaboralGinástica laboral é uma modalidade de atividade física destinada aos trabalhadores para que seja praticada no próprio local de trabalho.

A prática desses exercícios é muito benéfica para os trabalhadores, que dedicam algum tempo para a realização de diferentes movimentos, elaborados de acordo com a atividade profissional que exercem.
A ginástica laboral é uma ferramenta bastante eficaz na prevenção de doenças ocupacionais que se incluem nos grupos LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).
As empresas que promovem a prática dessa modalidade também são beneficiadas, na medida em que os funcionários não faltam tantas vezes ao trabalho por motivos de doença. A ginástica laboral também fortalece as relações para o desenvolvimento de trabalhos em equipe e aumenta a produtividade.
Além dos inúmeros benefícios físicos e mentais, as técnicas específicas utilizadas na ginástica laboral podem ainda contribuir para:
  • Aliviar o estresse e as tensões acumuladas, provocadas pelo excesso de trabalho;
  • Reeducar a postura corporal, principalmente para trabalhos que exijam movimentos repetitivos;
  • Diminuir o sedentarismo e a fadiga;
  • Aumentar o ânimo, melhorar o desempenho no trabalho e a integração no grupo de trabalho;
  • Prevenir lesões nas mãos, ombros, coluna, punhos e as doenças como LER (Lesões por Esforços Repetitivos).
Gymnastics is a form of physical activity designed to workers to be practiced in the workplace.The practice of these exercises are very beneficial for workers who dedicate some time to carry out different movements, prepared in accordance with the professional activity they carry out.The gymnastics is a very effective tool in the prevention of occupational diseases that are included in the groups RSI (Repetitive Strain Injuries) and MSDs (Musculoskeletal Disorders Related to Work).Companies that promote the practice of this type also benefit to the extent that employees are not lacking so often to work because of illness. The workplace exercise also strengthens the relationship to develop teamwork and increase productivity.Besides the numerous physical and mental benefits, the specific techniques used in gymnastics can still contribute to:

    
Relieve stress and accumulated tensions caused by overwork;
    
Re-educate the body posture, especially for jobs that require repetitive movements;
    
Decrease sedentary lifestyle and fatigue;
    
Increase morale, improve performance at work and integration in the working group;
    
Prevent injuries to your hands, shoulders, spine, wrists and diseases such as RSI (Repetitive Strain Injury).

FONTE/SOURCE:
 http://www.significados.com.br/ginastica-laboral/https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdIbuluDIZ8ieXR69XNc4132qeNw-jUN49OeyzN-E9PutkwU83yJs9YNtv11ej9pCq_l8_Jve06u2XrSE9SXWwDLf8MVGepgAFsZoCJGT4yC0Tts973iJatpI_IRr9l8yGa1-l7_c3gg/s1600/CART%25C3%2583O+DE+VISITA.jpg

domingo, 2 de agosto de 2015

O QUE É FISIOTERAPIA?/ WHAT IS PHYSIOTHERAPY?


Fisioterapia pode controlar e aliviar sintomas do bruxismo/ Physiotherapy can control and relieve symptoms of bruxism



Fisioterapia pode controlar e aliviar sintomas do bruxismo

O alívio das dores ocorre com massagens, luz infravermelha e compressas de calor

O bruxismo, ato de apertar ou ranger os dentes, tem sintomas bastante desagradáveis, como fortes dores nos músculos da mastigação, pescoço e cabeça, além de alterações no sono e na saúde bucal.  Mas, de uns tempos para cá, a fisioterapia tem sido citada como forma alternativa de lidar com o problema, para relaxar a musculatura da face e melhorar os movimentos da mandíbula.
Apesar de não ter causa específica, fatores psicológicos influenciam muito no aparecimento dessa condição. E é aí que a fisioterapia entra, para aliviar a tensão muscular causada pelo ato de ranger os dentes. “A fisioterapia utiliza técnicas de massagens, auto relaxamento, luz infravermelha, T.E.N.S (método que utiliza corrente elétrica de baixa voltagem com finalidade analgésica), ultrassom ou mesmo calor com compressas quentes no local tensionado”, diz Renato Mussa, Ortodondista da Well Clinic.
Com sessões de fisioterapia desdobramentos do bruxismo – desgaste dental, retrações de gengiva, quebra de dentes, problemas periodontais, movimentações dentárias e problemas musculares e posturais – podem ser aliviados e até evitados.
No entanto, a cooperação de quem sofre com o problema também é muito importante. “Muitas vezes é necessária a mudança de hábitos e comportamentos que exigem um esforço maior do paciente. Um tratamento multidisciplinar, com fisioterapia, psicologia e odontologia, sempre exige muita confiança e vontade de se tratar”, diz Renato.
Acupuntura também ajuda 
Já a acupuntura tem como objetivo buscar o equilíbrio do corpo. Para isso, são feitas aplicações de agulhas (estímulos) na pele em pontos específicos de canais energéticos. “Estudos mostram que ela diminui o nível de atividade muscular e reduz os sinais e sintomas dessa doença”, afirma Renato.
FIM DA MATÉRIA PUBLICADA PELO JORNAL DO BRASIL;.
Physiotherapy can control and relieve symptoms of bruxismThe pain relief occurs with massage, infrared light and heat packsAdvertising
Bruxism, act of clenching or grinding your teeth, has very unpleasant symptoms such as severe pain in the masticatory muscles, neck and head, as well as sleep disorders and oral health. But for some time now, physiotherapy has been cited as an alternative way of dealing with the problem, to relax the muscles of the face and improve the jaw movements.
Despite having no specific cause, psychological factors influence the very onset of this condition. And that's where physical therapy comes in, to relieve muscle tension caused by gnashing of teeth act. "Physical therapy uses massage techniques, self relaxation, infrared light, TENS (method using low-voltage electric current with analgesic purpose), ultrasound or even heat with hot compresses on tensioned place," says Renato Mussa, the orthodontist Well Clinic.
With sessions of physiotherapy consequences of bruxism - tooth wear, gum retraction, broken teeth, periodontal problems, tooth movement and muscular and postural problems - can be alleviated and even avoided.
However, the cooperation of those who suffer from the problem is also very important. "It is often necessary to change habits and behaviors that require a greater effort of the patient. A multidisciplinary treatment, physiotherapy, psychology and dentistry, always requires a lot of confidence and will to treat, "says Renato.
Acupuncture also helps
Already acupuncture aims to seek a balance of the body. For this, needles applications are made (stimulus) into the skin at specific points of energy channels. "Studies show that it reduces the level of muscle activity and reduces the signs and symptoms of this disease," says Renato.
END OF STORY PUBLISHED BY JOURNAL OF BRAZIL ;



A QUIROPRAXIA NESTA PATOLOGIA TAMBÉM PODE SER USADA:
The Chiropractic PATHOLOGY IN THIS CAN ALSO BE USED:
  

A MICROFISIOTERAPIA NO TRATAMENTO: 

The MICROFISIOTERAPIA TREATMENT:


quinta-feira, 23 de julho de 2015

Seios grandes demais podem causar problemas na coluna / Large breasts too much can cause back problems



Seios grandes demais podem causar problemas na coluna


Pela segunda vez, ano passado, a cantora Anitta, de 21 anos, se submeteu a uma cirurgia para diminuir o tamanho dos seios, com a intenção de melhorar dores de coluna. Há dois anos, ela já tinha feito o procedimento, mas precisou repeti-lo porque as mamas tornaram a aumentar. O caso não é exclusivo da cantora famosa.  Segundo o cirurgião plástico André Ramalho Braga, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, essa parte do corpo feminino pode crescer em qualquer momento da vida, mesmo após a mamoplastia redutora (nome técnico da cirurgia) e pode acontecer não só com o tecido glandular, mas também com a gordura que faz parte da mama.
“As glândulas mamárias se desenvolvem, sobretudo, na puberdade e no fim da gravidez, quando a amamentação já está próxima. No entanto, variações hormonais podem estimular esse tecido a crescer em outras fases da vida. Já as células adiposas presentes nos seios podem aumentar sempre que a mulher engordar. Algumas pessoas têm tendência a acumular mais gordura nos seios, enquanto outras o fazem em outras partes do corpo, como quadril e cintura”, explica Braga.
Dores na coluna são uma das principais razões que levam mulheres a reduzir as mamas, já que o peso delas prejudica o equilíbrio e a postura. Outra motivação comum é a estética. André Ramalho Braga explica que depois da gestação, as mamas tendem a diminuir, mas a queda delas (pela flacidez e pela gravidade) dá impressão de aumento de volume. “A mulher se olha no espelho e vê uma área maior, mas isso não corresponde a um tamanho maior, mas mesmo assim ela quer recorrer à cirurgia”, diz o médico.
Normalmente, a mamoplastia redutora só é indicada após os 18 anos, quando as mamas já atingiram a maturidade. Mas existem situações especiais para as quais se abre exceção, dependendo da avaliação do médico. “O número do sutiã não é parâmetro para definir o volume gigantesco da mama. O tamanho ideal dos seios para cada pessoa depende da altura, da largura do tórax e se o corpo é mais longilíneo ou brevilíneo. Dependendo do caso da paciente, pode-se retirar glândulas, gordura e pele, ou só pele com reposicionamento da mama. Em média, a cirurgia dura duas horas e meia e a internação é de 24 horas”, explica o cirurgião.
Cuidados
André Braga diz que existem limitações quanto à movimentação dos braços e à pratica de atividades físicas, que vão diminuindo em até 90 dias. “Dormir de bruços e de lado é proibido nos dois ou três meses após a cirurgia e cuidar da segurança na hora de escolher o cirurgião e o hospital também são medidas importantes” explica o especialista.
FONTE JORNAL DO BRASIL
http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2015/07/21/seios-grandes-demais-podem-causar-problemas-na-coluna/

21/07 at 20h21Large breasts too much can cause back problemsJornal do BrazilAdvertisingFor the second time last year, Anitta singer, 21, underwent surgery to reduce the size of the breasts, with the intention of improving back pain. Two years ago, she had the procedure done, but had to repeat it because the breasts become increasing. The case is not unique to famous singer. According to plastic surgeon André Ramalho Braga, member of the Brazilian Society of Plastic Surgery, that part of the female body can grow at any time in life, even after breast reduction (technical name of the surgery) and it can happen not only with the glandular tissue, but also to the fat part of the breast."The mammary glands develop, especially in puberty and late in pregnancy, when breastfeeding is already close. However, hormonal changes can stimulate this tissue to grow in other stages of life. Since the fat cells present in the breasts can be increased when the woman put on weight. Some people tend to accumulate more fat in the breasts, while others do so in other parts of the body such as hips and waist, "says Braga.Back pain is one of the main reasons that lead women to reduce the breasts, since their weight affect balance and posture. Another common motivation is cosmetic. André Ramalho Braga explains that after pregnancy, the breasts tend to decline, but the fall of them (by sagging and gravity) gives increased volume printing. "The woman looks in the mirror and see a larger area, but this does not correspond to a larger size, but still she wants to resort to surgery," the doctor says.Normally, the breast reduction is only indicated after age 18, when the breasts have reached maturity. But there are special situations in which it makes an exception, depending on the judgment of the physician. "The bra is not the number parameter to set the gigantic volume of the breast. The optimum size of the breasts for each person depends on the height, the width of the chest and the body is more or lanky brevilíneo. Depending on if the patient can remove glands, fat and skin or skin with only repositioning the breast. On average, the surgery lasts two and half hours and hospitalization is 24 hours, "said the surgeon.CareAndré Braga says there are limitations on the movement of the arms and the practice of physical activities, which will decrease by up to 90 days. "Sleeping on his stomach and side is banned in two or three months after surgery and take care of security in choosing the surgeon and the hospital are also important measures," explains the expert.
 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Proteína dá pista para vencer fobia/ Protein gives clue to overcome phobia



Proteína dá pista para vencer fobia

Publicação: 2015-07-19 00:00:00 | Comentários: 0
A superação do medo que sentimos em determinadas situações, sem que exista uma ameaça real e imediata para isso, tem relação direta com uma proteína produzida naturalmente no cérebro e identificada pela sigla inglesa BDNF, que atua substituindo uma memória negativa por outra positiva. A descoberta, feita pela equipe de pesquisadores do Laboratório de Pesquisas sobre a Memória, do Instituto do Cérebro (Ice), ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), foi publicada recentemente na revista científica “The Journal of Neruroscience” e aponta um caminho para o tratamento de fobias.
Júnior SantosMaria Carolina Gonzales, uma das integrantes da pesquisa sobre a “proteína do medo”Maria Carolina Gonzales, uma das integrantes da pesquisa sobre a “proteína do medo”

“A gente está estudando o mecanismo básico para entender como as memórias são formadas, como elas podem ser mantidas e como podem ser extintas. Não estudamos uma patologia específica, mas o processo natural. Talvez, para o futuro, o estudo nos possibilite um conhecimento maior acerca de novas estratégias terapêuticas para o tratamento de pessoas que sofrem de transtornos pós-traumáticos”, diz a pesquisadora Andressa Radiske.

A proteína BDNF (sigla que em português significa “fator neurotrófico derivado do cérebro”) está envolvida nas modificações que acontecem nos neurônios decorrentes do aprendizado e da memória, segundo explica Radiske. Em função disso, ela e os outros cientistas da equipe — Maria Carolina Gonzalez, Janine Rossato, Cristiano Köhler, Jorge Medina e o neurocientista Martín Cammarota (chefe do Laboratório de Pesquisas sobre a Memória) — se debruçaram em estudos para descobrir se a proteína poderia estar envolvida na formação da memória da extinção, que seria uma memória que se sobrepõe a uma memória aversiva.

Após cinco anos de trabalho e experimentos com ratos de laboratório, a equipe obteve a resposta, e ela foi positiva. “Em um dos experimentos, a gente treinou os animais para que descessem numa parte de metal. Na primeira vez, eles sentiram um desconforto. Já nas outras vezes não sentiram mais. A reação positiva prevaleceu na medida  em que a quantidade de proteína aumentou, fazendo com que a primeira memória [da situação de desconforto] fosse sobreposta por outra memória não aversiva”, diz Andressa Radiske, que para explicar melhor a descoberta científica faz uma comparação com uma situação hipotética em que uma pessoa é vítima de assalto na rua e, em consequência disso, desenvolve um trauma a ponto de não querer mais sair de casa novamente.

De acordo com o que foi observado nos estudos, se depois essa pessoa sai à rua algumas vezes e nenhum fato negativo acontece, uma nova memória de não-medo, oposta à original, é formada e normalmente acaba por dominar o seu comportamento, mesmo que ela não tenha esquecido o episódio do assalto.

Tratamento de fobias
O chefe do Laboratório de Pesquisas sobre a Memória, Martín Cammarota, ressalta que a proteína BDNF é primordial para que possamos construir e manter, como parte do nosso acervo mnemônico, memórias que recontextualizam positivamente fatos traumáticos, mesmo sem esquecê-los.

Mas será que essa memória “boa” que se sobrepõe à memória “ruim” (como no exemplo do assalto) pode ser modificada a ponto de se tornar mais persistente? As pesquisas realizadas no Instituto do Cérebro (Ice) sugerem que sim, ao apontar para a possibilidade de que no futuro sejam desenvolvidos fármacos capazes de modular a produção, a maturação ou a sinalização neuronal induzida pelo BDNF para terapias capazes de favorecer pessoas que sofrem de transtornos pós-traumáticos.

Segundo Andressa Radiske, esses resultados são fundamentais para a compreensão dos mecanismos moleculares envolvidos no processamento das memórias aversivas e, em particular, o efeito que a expressão deste tipo de memórias tem na sua persistência. Dessa forma, “conhecer as consequências comportamentais produzidas pela utilização de uma memória de medo já consolidada certamente ajudará no desenvolvimento de medicamentos e terapias para modular sua reconsolidação e modificação”, o que auxiliaria o tratamento de pacientes com ansiedade ou transtorno pós-traumático, por exemplo.
Júnior SantosEquipe de pesquisadoras da UFRN falam, online, como chefe do laboratório de pesquisas da memória, prof. Martin CammarotaEquipe de pesquisadoras da UFRN falam, online, como chefe do laboratório de pesquisas da memória, prof. Martin Cammarota

O neurocientista Martín Cammarota alerta, no entanto, que apagar completamente um fato traumático não é bom porque seria como se não tivéssemos vivido o episódio, de tal forma que deixaríamos de estar preparados para evitá-lo. Segundo ele, as memórias aversivas nos permitem predizer eventos futuros e, assim, nos preparam para evitá-los.

“O caminho para tratar as fobias não é seu esquecimento, até porque seria quase impossível do ponto de vista técnico isolar uma memória de forma específica, o que dificulta enormemente apagar seletivamente um traço de memória”, esclarece.

Andressa Radiske enfatiza que o medo é um processo adaptativo que permite que a gente responda aos perigos que o ambiente nos oferece. “É importante sentir medo. O problema se dá quando esse medo se torna persistente, quando está sempre presente na nossa vida. Fazemos o experimento no laboratório com animais para poder estudar como é possível esse medo não se tornar mais tão persistente. Queremos saber se essa proteína poderia modificar a formação de uma nova memória que reprime esse medo persistente ao longo da vida.”   
FONTE: JORNAL TRIBUNA DO NORTE
http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/protea-na-da-pista-para-vencer-fobia/319526

Protein gives clue to overcome phobia
Posted: 19/07/2015 00:00:00 | Comments: 0
Overcoming the fear we feel in certain situations, without there being a real and immediate threat to it, it is directly related to a naturally produced protein in the brain and identified by the English acronym BDNF, which acts replacing a negative memory with another positive. The discovery, made by the team of researchers at the Research Laboratory for Memory, the Brain Institute (Ice), linked to the Federal University of Rio Grande do Norte (UFRN), was recently published in the journal "The Journal of Neruroscience" and indicates a path for the treatment of phobias.
 "We are studying the basic mechanism for understanding how memories are formed, how they can be kept and how they can become extinct. We do not study a specific pathology, but the natural process. Perhaps, for the future, the study will provide us with a greater knowledge of new therapeutic strategies for the treatment of people suffering from post-traumatic disorders, "says Andressa Radiske researcher.The protein BDNF (acronym which in Portuguese means "brain-derived neurotrophic factor") is involved in the changes that occur in neurons arising from learning and memory, according explains Radiske. As a result, she and other scientists team - Maria Carolina Gonzalez, Janine Rossato, Cristiano Köhler, Jorge Medina and neuroscientist Martin Cammarota (head of the Research Laboratory for Memory) - have focused on studies to see if the protein could be involved in memory formation extinction, it was a memory that overlaps with an aversive memory.know more

    
APP facilitates learning BiochemistryAfter five years of work and experiments with laboratory mice, the team got the answer, and it was positive. "In one experiment, we trained the animals to go down on a piece of metal. The first time, they felt discomfort. Already in sometimes not felt more. The positive reaction prevailed in that the amount of protein increased, causing the first memory [uncomfortable situation of] was overlapped by another memory not aversive "said Andressa Radiske that to better explain the scientific discovery makes a comparison with a hypothetical situation where a person is assault victim in the street and, as a result, developed a trauma to the point of not wanting to leave the house again.According to what has been observed in studies, then that person goes out a few times and no negative does happen, a new memory-not fear, as opposed to the original, is formed and usually ends up dominating their behavior, even if she has not forgotten the episode of the assault.Chief fobiasO treatment of the Research Laboratory for Memory, Martin Cammarota, points out that the BDNF protein is essential for us to build and maintain, as part of our mnemonic collection, memories that positively recontextualize traumatic events without even forget them.But is this memory "good" that overlaps the "bad" memory (as in the case of assault) can be modified as to become more persistent? The studies conducted in the Brain Institute (Ice) suggest so, pointing to the possibility that are developed in the future drugs that modulate the production, maturation and neuronal signaling induced by BDNF for therapies capable of favoring people suffering from post-traumatic disorders.According Andressa Radiske, these results are fundamental for understanding the molecular mechanisms involved in the processing of aversive memories and, in particular, the effect that the expression of this type of memory has on its persistence. Thus, "to know the behavioral effects produced by the use of a consolidated fear memory will certainly help in the development of drugs and therapies to modulate their reconsolidation and modification", which would help treat patients with anxiety or post-traumatic disorder, for example
Neuroscientist Martin Cammarota alert, however, to completely erase a traumatic thing is not good because it would be like if we had not lived long episode, so that we would no longer be prepared to avoid it. He said the aversive memories allow us to predict future events and thus prepare us to avoid them."The way to treat phobias is not his forgetfulness, because it would be almost impossible from the technical point of view isolate a specific shape memory, which greatly hinders selectively erase a memory trace," he explains.Andressa Radiske emphasizes that fear is an adaptive process that allows us to respond to the dangers that the environment offers. "It's important to feel fear. The problem is when this fear becomes persistent when it is always present in our lives. We do the experiment in laboratory animals in order to study how it is possible that fear does not make it so persistent. We want to know if this protein could modify the formation of a new memory that represses this lingering fear throughout life.