quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Senado aprova projeto que prevê parto humanizado pelo SUS



(fonte): JORNAL DO BRASIL

Ciência e Tecnologia

Quarta-feira, 25 de Setembro de 2013
Hoje às 14h22 - Atualizada hoje às 14h24
Senado aprova projeto que prevê parto humanizado pelo SUS
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O projeto de lei que prevê parto humanizado nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) foi aprovado hoje (25) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em caráter terminativo. Se os deputados federais aprovarem a medida que altera a Lei Orgânica da Saúde, todos os profissionais e estabelecimentos da área de saúde mantidos pelo governo terão que oferecer um tratamento diferenciado a gestantes e recém-nascidos.
“Ainda que o termo “parto humanizado” comporte interpretações variadas, caberá às normas infralegais editadas pelos gestores do SUS detalhar os princípios e as diretrizes, bem como as normas técnicas que deverão orientar a assistência ao parto, de forma a que sejam atendidas as condições que garantam um parto de qualidade e com características humanizadas”, explicou a relatora da matéria, senadora Ana Rita (PT-ES).
O autor do projeto, senador Gim Argello (PTB-DF), destacou que a aprovação da matéria vai garantir que as recomendações já feitas pelo Ministério da Saúde saiam do papel e virem uma prática. Segundo o parlamentar, o projeto estabelece a garantia da privacidade e autonomia da paciente que participará de qualquer decisão médica.
O colegiado também aprovou a proposta que institui a Política de Atenção Integral à Saúde do Homem no SUS. O texto prevê que as medidas terão quer ser implementadas e mantidas permanentemente pelo sistema, com procedimentos de prevenção, detecção precoce, diagnóstico e tratamento de doenças que afetam exclusiva ou predominantemente a população masculina.
Os dois projetos seguem para análise da Câmara dos Deputados.



Dr. Alexandre fisioterapeuta em natal CREFITO-1/7221-LFT
alexandre.fisio1973@gmail.com

sábado, 21 de setembro de 2013

Como evitar que um mini-derrame vire um AVC?



AIT tem reversão em até 24 horas, mas é um grave sinal de alerta
Por Especialista - publicado em 19/09/2013
Escrito por: André Felício Neurologista Especialista Minha Vida
Primeiramente, vamos definir para você, leitor, o que significam as siglas AIT e AVC. Começarei pela sigla mais comum, ou seja, AVC, que significa Acidente Vascular Cerebral. Do ponto de vista prático, isso quer dizer que um indivíduo com AVC teve um déficit neurológico (motor, sensitivo, cerebelar, visual, linguagem, etc.) decorrente de uma isquemia ("entupimento" de uma artéria cerebral) ou hemorragia ("rompimento" de uma artéria cerebral) e este déficit durou, obrigatoriamente, mais de um dia (normalmente, semanas ou meses), podendo ocorrer recuperação parcial, total e, em alguns casos, sem qualquer recuperação.
Basicamente, o principal segredo estaria em evitar ambos, ou seja, controlar os principais fatores de risco
O AIT, por outro lado, significa Ataque Isquêmico Transitório, ou seja, uma determinada artéria cerebral sofre um "entupimento" e ocorre um déficit neurológico. Mas a grande diferença entre o AIT e o AVC é que o déficit neurológico no AIT, necessariamente, será reversível em até 24 horas - normalmente, é estabilizado em um tempo bem mais curto. A grande questão sobre o AIT é que, embora estes indivíduos não fiquem com sequelas, existe um risco enorme para que ocorra um AVC propriamente dito. Assim, o AIT é um dos principais fatores de risco para o AVC.
E como impedir que um AIT vire um AVC?
Basicamente, o principal segredo estaria em evitar ambos, ou seja, controlar os principais fatores de risco modificáveis, como hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, dislipidemia e arritmias cardíacas. Isto é o que chamamos de prevenção primária, e quer dizer que o indivíduo com esses fatores está em risco tanto para o AIT quanto para o AVC, embora ainda não tenha apresentado nenhum dos dois.
A outra questão diz respeito aos indivíduos que já tiveram um AIT no passado. Estes precisam de uma investigação detalhada para verificar qual ou quais fatores de risco modificáveis estão presentes e tratá-los, incluindo uma pesquisa das artérias cerebrais e extracerebrais, além do coração, que poderão apresentar problemas passíveis de correção. Por exemplo, pacientes que tiveram um AIT no território da artéria carótida interna esquerda terão um stent (tubo de metal que evita que haja obstrução do fluxo sanguíneo) inserido naquela artéria.
Em resumo, AIT é a ponta do iceberg para um AVC. Logo, qualquer déficit neurológico transitório, especialmente em indivíduos com fatores de risco cerebrovasculares, deverá ser investigado cuidadosamente, não se subestimando suas possíveis consequências. 



Dr. Alexandre fisioterapeuta em natal CREFITO-1/7221-LFT
alexandre.fisio1973@gmail.com